Escrito em 1900, Lord Jim descreve aventuras emocionantes nas paisagens estranhas e exóticas da Malásia, habitada por povos primitivos e onde aventureiros se aproveitam da simplicidade dos nativos para satisfazer sua cobiça de lucros e de poder. Conrad inspirou-se em uma trágica experiência pessoal para criar essa obra: o naufrágio do navio Palestina, que o levava de Londres para Cingapura.O livro pode ser dividido em duas partes. A primeira lida com o acidente do navio Patna. Jim é um marinheiro que no meio da confusão escapa do navio cheio de muçulmanos fazendo o hajj. O navio não afunda e Jim fica desonrado. Ele encara a justiça e é estirpado de seu posto. Jim conhece Marlow, que narra a maior parte da história. Após fugir da história que o persegue, Jim parte para Patusan e assim começa a segunda parte. Ele vira líder da região e defende contra o Gentleman Brown.
Joseph Conrad , de nome de baptismo Józef Teodor Nałęcz Korzeniowski (Berdyczew, 3 de dezembro de 1857 – Bishopbourne, 3 de agosto de 1924) foi um escritor britânico de origem polaca.[2] Muitas das obras de Conrad centram-se em marinheiros e no mar.
Conrad foi educado na Polónia ocupada pela Rússia. O seu pai, um aristocrata empobrecido de Nałęcz, foi escritor e militante armado, sendo preso pelas suas actividades contra os ocupantes russos e condenado a trabalhos forçados na Sibéria. Pouco depois, a sua mãe morreu de tuberculose no exílio, e quatro anos depois também o seu pai, apesar de ter sido autorizado a voltar a Cracóvia. Destas traumáticas experiências de infância durante a ocupação russa é possível que Conrad derivasse temas contra o colonialismo como no romance Heart of Darkness (Coração das trevas). A sua última obra publicada em vida foi 'The Rover' (1923), onde conta a história de Peyrol, um pirata que decide reformar-se.
Foi colocado sob os cuidados de seu tio, uma figura mais cautelosa do que qualquer um de seus pais, que não obstante, permitiu que Conrad viajasse para Marselha e começasse sua carreira como marinheiro com a idade de 17 anos. Em 1878, depois de uma tentativa falhada de suicídio, passou a servir num barco britânico para evitar o serviço militar russo. Aos 21 anos tinha aprendido inglês, língua que mais tarde dominaria com excelência. Conseguiu, depois de várias tentativas, passar no exame de Capitão de barco e finalmente conseguiu a nacionalidade britânica em 1884. Pôs pela primeira vez o pé em Inglaterra no porto de Lowestoft, Suffolk, e viveu em Londres e posteriormente perto de Cantuária, Kent.
O filósofo Bertrand Russell, que veio a conhecê-lo depois da sua chegada a Inglaterra, tinha verdadeiro fascínio pela sua obra, em especial, pela obra Coração das trevas. (O grau de amizade foi tal que Russell baptizou um de seus filhos com o nome "Conrad".